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A alta do preço dos ovos não é um fator isolado da economia brasileira. Está ligada intrinsecamente a fatores internacionais e locais, incluindo o impacto da gripe aviária (H5N1) nos Estados Unidos da América (EUA), oscilações climáticas e a priorização das exportações, no Brasil.
De acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Pará, os preços aumentaram mais de 5% apenas no início de 2025, superando a inflação calculada para o mesmo período (4,87%).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) acredita que os preços de ovos no país podem subir 41% em 2025, refletindo o impacto do surto de gripe aviária. Neste mês, os preços alcançaram uma média recorde de US$ 4,95 a dúzia.
Segundo Everson Costa, supervisor técnico do Dieese Pará, a produção global de ovos tem sido prejudicada por diversos fatores.
“A gripe aviária que atingiu a produção dos Estados Unidos da América (EUA), levou ao abate de milhares de aves no exterior, reduzindo a oferta e pressionando os preços”,
afirma.
“No Brasil, embora não tenhamos registrados casos da doença, enfrentamos consequências dos impactos das mudanças climáticas sem precedentes, estopim para que os preços subissem tanto no mercado interno quanto no externo”,
explica o supervisor do Dieese.
Com o Brasil sendo um dos maiores exportadores de alimentos, a produção nacional priorizou o mercado externo, onde os ovos podem ser vendidos a um valor mais alto.

Todavia, a redução dos preços ao consumidor no país, não obedeceram, proporcionalmente os lucros provenientes à venda dos ovos para o consumo externo. Este fenômeno também acontece com a carne, onde se prioriza os preços do mercado externo, provocando a carestia.