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Durante o pior momento da pandemia de Covid-19, no inicio dos anos 2020 e as mudanças de hábitos que a sociedade global teve que aderir para garantir a sua existência e o modo de vida que nunca mais seria igual como antes, foi asim que surgiu a ideia de criar o Instituto Acreditar Maria de Lurdes.

Assim, foi possível observar as dificuldades com relação à educação e à saúde mental das crianças e dos pais delas, vivenciadas durante o período de isolamento. Essa observação levou em consideração os serviços de educação remota e o distanciamento social das crianças de famílias atípicas, onde existia a necessidade da atenção às especificidades desses alunos (Latzer, 2021).

Neste período de isolamento e da implementação de regras de distanciamento social, como forma de contenção da disseminação do vírus, ocorreu o fechamento de prédios públicos, escolas, bibliotecas, lojas e outros locais de reunião social, transformando o modo de vida das pessoas de forma radical.

Concluiu-se, disso que a pandemia causou impactos significativos em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA); assim sendo, com a retomada das atividades presenciais, esse público precisaria de maior atenção e uma estratégia elaborada por pais e responsáveis de crianças atípicas e a comunidade escolar.

Durante a pandemia, a opção por aulas remotas apresentou uma escola perdida e despreparada para os desafios da educação especial e remota, mesmo com os avisos dados pela própria Lei de Diretrizes de Base da Educação (Brasil, 1997). É preciso recompor essa ideia de aulas remotas, no sentido de estar preparados para nunca serem usadas.

Dados de organizações sociais, demonstram que entre 2020 a 2021 foi o período que mais se exigiu das escolas no sentido de adotar o ensino remoto para que as crianças não fossem comprometidas com um ano letivo fora dos padrões. Atualmente, é necessária a recomposição de aprendizagem para resgatar o tempo perdido durante a pandemia.