Na próxima terça-feira (29), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá decidir o reajuste da tarifa da Equatorial Energia, que possui a concessão de distribuição no Pará. O reajuste é anual, em todo aniversário de concessão de distribuição, e entra em vigor no dia 7 de agosto. Em 2024, foi aprovado o reajuste negativo de 2,63% nas tarifas residenciais paraenses. 

Este ano, o processo é aguardado com expectativa, principalmente no cenário de acionamento da bandeira vermelha tipo 2 em agosto e a energia elétrica paga pelo paraense ser a mais cara do país.

Em nota, a Aneel explicou que os critérios para o reajuste levam em consideração os custos com aquisição de energia, atividades de distribuição e transporte de energia, pagamento de encargos setoriais previstos em lei e atualização do índice da inflação. 

Cássio Bitar, presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa), explica que a decisão parte da diretoria colegiada pela Aneel, baseada em estudo realizado por sua equipe técnica. Esse estudo, por vez, também considera informações prestadas pela concessionária.

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira, 22, a recomendação para renovar de forma antecipada o contrato de concessão da Equatorial Energia como distribuidora responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Pará. A proposta prevê a prorrogação do contrato por mais 30 anos, mas a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia (MME), que deve analisar o parecer da agência reguladora.

Parlamentares questionam fornecimento de energia na estado

Por meio de nota, o senador Jader Barbalho (MDB-PA) questionou a atuação e prorrogação do contrato com a Equatorial Energia no Pará e espera por um reajuste negativo.

“São recorrentes os problemas no fornecimento de energia elétrica em todas regiões do estado e denunciei a deficiência nos serviços prestados para a Aneel, Ministério de Minas e Energia e Procuradoria-Geral da República. O Pará é um estado produtor de energia e sua população paga altas tarifas. A Aneel deveria aprovar, novamente, um reajuste negativo”, disse o senador.

Informações O Liberal