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Cíntia, mulher autista, foi aprovada em dois concursos públicos na sua cidade. Mesmo com laudos, avaliação multiprofissional e toda a trajetória de luta para conquistar seu espaço, ela foi descredibilizada por um único parecer médico de 30 minutos, que desconsiderou todo o processo diagnóstico anterior.

Essa decisão arbitrária não só desrespeita sua identidade, mas invalida a avaliação de uma equipe multidisciplinar, ignora as diretrizes sobre o diagnóstico do autismo e perpetua a invisibilidade de adultos autistas.

Justiça

É mais do que um caso isolado: é uma forma cruel de violência institucional que impede o direito ao trabalho e à cidadania plena.

Autistas adultos existem, resistem e têm o direito de ocupar todos os espaços, inclusive o serviço público!

Não é sobre laudo, é sobre respeito.

Não é sobre parecer, é sobre direito.