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A Brasil Bio Fuels (BBF), até pouco tempo apresentada como uma das maiores produtoras de óleo de palma (dendê) do Brasil, vive seu momento mais sombrio. Enfrentando uma grave crise financeira e institucional, a empresa afunda em dívidas que já ultrapassariam os R$ 2 bilhões, enquanto milhares de trabalhadores exonerados buscam na Justiça o que lhes é de direito.

A companhia, que durante anos mantém operações de grande porte no Pará, centralizando seus negócios no Vale do Acará e baixo Tocantins , dispara petardos contra empresas do setor na região, acusando-as de conluio para prejudicá-la. No final da semana passada, a demissão de 500 trabalhadores no Acará acendeu o alerta sobre a real situação da BBF.

Estima-se que a dívida trabalhista da BBF, ultrapasse R$ 150 milhões, valor denunciado como um verdadeiro golpe financeiro pelos trabalhadores, muitos deles relatam que assinaram acordos formais com a empresa que jamais foram cumpridos, aprofundando a sensação de abandono e injustiça. Sem acesso a recursos ou alternativas de emprego na região, essas famílias vivem agora em situação de vulnerabilidade social extrema em municípios como Acará, Concórdia do Pará, Moju e Tomé-Açu, principais bases operacionais da BBF.

Essa crise da BBF exibe o retrato de um modelo predatório de expansão agrícola que ignora direitos básicos, fragiliza comunidades e ameaça a sustentabilidade de um dos setores mais estratégicos da bioenergia no Brasil. A resposta precisa ser ampla — judicial, política e social — antes que a falência de uma empresa se transforme em uma ferida permanente no tecido social da Amazônia paraense.

Efeito dominó

Para aprofundar as tensões, na manhã de 28 de julho, a cidade do Acará foi sacudida pela demissão de mais 500 funcionários da BBF. Segundo os trabalhadores tudo ocorreu sem aviso prévio, gerando um misto de indignação e preocupação entre os afetados pela medida. No comércio da cidade, o efeito dominó dessas demissões já se faz sentir o que vai pressionar a economia de outras regiões próximas.

Informações Portal Moju News e Ver-o-Fato