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Para Sandra Cohen, especializada em temas internacionais correspondente e editora de Mundo em ‘O Globo’, alçada ao posto de Nícolas Maduro , a vice-presidente Delcy Rodriguez emergiu como principal interlocutora nas negociações na Venezuela com o governo americano.
A escolha, anunciada por Donald Trumpo após a intervenção militar que capturou e depôs o ex-ditador, traduz o pragmatismo da Casa Branca, ao aliar-se a uma integrante da cúpula chavista na complexa transição de regime no país caribenho.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, agora conversa com a segunda pessoa na esfera de comando de Maduro, a quem tachava de presidente ilegítimo por ter se declarado vitorioso em eleições consideradas fraudulentas.
Oportunismo e pragmatismo
O senso oportunista parece ter atropelado a retórica da coerência. Nas palavras de Trump, com a ausência de Maduro, Delcy Rodríguez seria naturalmente a presidente e figura central de um governo venezuelano administrado pelos EUA. Ou seja, é considerada capaz de assegurar a primeira fase da transição traçada por Washington, que inclui a reconstrução da indústria petrolífera do país.
Informações do G1
