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A rodovia Alça Viária, na região metropolitana de Belém, foi parcialmente obstruída nesta quarta-feira (21/1), após protestos realizados por terceirizados da empresa “Rota do Pará” que alegam falta de pagamento por serviços prestados. Desde às 7 horas da manhã, a manifestação provocou lentidão no tráfego e afetando o deslocamento de motoristas que utilizam uma das principais ligações viárias da Grande Belém e o resto do Estado do Pará.
Segundo os manifestantes, os débitos da Rota do Pará, empresa que tem a concessão de algumas rodovias paraenses, se acumulam há 90 dias e incluem serviços já concluídos, sem que a empresa tenha apresentado um cronograma claro para a quitação dos valores.
O bloqueio ocorreu em um trecho estratégico da rodovia, exatamente próximo ao posto de pedágio localizado no Km 50, entre as pontes dos rios Moju e Acará, causando congestionamentos e exigindo a atuação de agentes de trânsito para orientar os condutores e tentar minimizar os impactos.
Em alguns momentos, o tráfego foi liberado de forma alternada, mas a lentidão persistiu ao longo do período da manifestação. A Polícia Rodoviária e órgãos de trânsito acompanharam o ato para garantir a segurança no local e evitar conflitos. Não houve registro de feridos. Autoridades informaram que dialogaram com os manifestantes em busca de uma solução que permitisse a liberação total da via.
Procurada, a empresa citada no protesto ainda não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias de inadimplência até o fechamento desta matéria. Os fornecedores afirmam que, caso não haja avanço nas negociações, novas mobilizações podem ser realizadas nos próximos dias e quem paga por isso são os usuários.
Em Nota Rota do Pará responde
O setor de comunicação da concessionária Rota do Pará enviou nota ao OP com versão da empresa. A seguir, integrada nota:
A concessionária Rota do Pará, responsável pela administração das rodovias PA-150 / PA-475 / PA-483 / Alça Viária, na totalidade, e de trechos das PA-252 / PA-151, informa que tomou conhecimento da situação envolvendo os trabalhadores subcontratos por seus fornecedores e que tem mantido canais de diálogo com todas as partes envolvidas.
A concessionária esclarece ainda que cobra de todos os seus prestadores de serviço e fornecedores, a manutenção das respectivas obrigações trabalhistas e contratuais com subcontratados.
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