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O senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro declarou publicamente que não reconhece o resultado das eleições presidenciais após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito logo após a apuração do segundo turno, no dia 25 de outubro de 2026.

A postura e as justificativas adotadas envolvem os seguintes pontos institucionais e políticos:

  1. – Pedido de anulação:

Flávio Bolsonaro afirmou que a sua equipe jurídica acionará a Justiça Eleitoral para pedir a anulação do pleito. O argumento central utilizado pelo candidato é a contestação da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em seções que registravam problemas de transporte público e atrasos. Flávio classificou o episódio como “quebra total de isonomia”.

2.-Divergências internas:

A decisão de adotar um tom combativo de recusa imediata gerou divisões no núcleo da campanha. Aliados políticos, como a senadora Tereza Cristina e Pablo Marçal, defenderam uma postura inicial de cautela para angariar documentos antes de contestar o resultado, enquanto parlamentares como o deputado Nikolas Ferreira apoiaram a posição de não aceitar a derrota de imediato.

3. Posicionamento do partido e de aliados:

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, reconheceu formalmente a vitória de Lula, embora tenha feito críticas à condução da campanha governista. Outros governadores alinhados à direita, como Ronaldo Caiado (Goiás), também reconheceram o resultado oficial das urnas eletrônicas logo após o anúncio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

4. Apelos contra novos atos:

 Diante do precedente dos ataques de 8 de janeiro de 2023, analistas políticos e integrantes da própria oposição (como o comentarista Paulo Figueiredo) manifestaram publicamente o pedido para que os eleitores mantivessem a calma e não repetissem manifestações violentas ou tentativas de invasão de prédios públicos.

O deputado Nikolas Ferreira também declarou em suas redes sociais que a chance de anular a eleição por vias práticas era “praticamente nula”, recomendando que os apoiadores evitassem ir às ruas.

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