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Enquanto o Dia do Orgulho Autista, celebrado nesta quinta-feira (18/6), amplia o debate sobre a participação de pessoas neurodivergentes na sociedade, o paraense José Pedro já ocupa esse espaço por meio da música eletrônica. Aos 18 anos, o jovem, conhecido artisticamente como Martin Blue, é considerado um dos primeiros DJs com Transtorno do Espectro Autista.
A paixão pela música surgiu ainda na infância do rapaz e contou, desde o início, com o incentivo da família. Os pais de José Pedro, Nilde Azevedo e José Afonso, acompanham de perto a trajetória do filho desde que ele começou a demonstrar interesse pela discotecagem. “Ele ficava fazendo mixagens no tablet. Ainda não imaginávamos que aquilo seria o início de tudo”, conta a mãe.

Segundo ela, a música também trouxe mudanças no desenvolvimento de José Pedro. “Percebemos que ele evoluiu muito depois que começou a ser DJ. Quando ele tocava, até em uma caixinha de som, ficava tranquilo, satisfeito. A fisionomia dele mudava”, diz orgulhosa.
Primeiros palcos
Assim como no município de Tailândia, nordeste paraense, o Instituto Acreditar Maria de Lurdes, é uma das primeiras oportunidades às crianças e adolescentes de mostrarem seus trabalhos ao público. É neste sentido que surge o Talentos do TEA, evento artístico e cultural promovido em Tailândia (PA) pelo Instituto Acreditar. No caso de José Pedro, uma apresentação em Belém, em 2024, marcou o início de uma trajetória que, pouco tempo depois, ultrapassaria os eventos voltados exclusivamente à inclusão.
Daí em diante, o jovem DJ integrou a programação do Festival Psica, apresentando-se no palco Karretinha. Desde então, também passou por escolas, centros culturais e outros espaços onde leva seu repertório de música eletrônica.
Inspiração nas pistas
A inspiração para seguir carreira surgiu justamente de um dos artistas que ele mais admira: Alok. José Pedro conta que, antes mesmo de aprender técnicas profissionais, utilizava um aplicativo que simulava uma controladora de DJ.
Informações O Liberal
