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Essa nota é uma provocação com a situação do jovem que cobrava da prefeitura nas redes sociais melhorias para seu bairro quando teve a sua casa invadida, sendo agredido na frente de sua família. Isso aconteceu na noite da última quarta-feira (10/6), no município de Tailândia, nordeste paraense, o que fez lembrar os tempos do “coronelismo” e da “Cidade sem Lei” na região, que insiste a se manter em pleno estado democrático e de direito, a institucionalização da “mordaça” e agora ninguém pode falar nada das mazelas, amordaçado, sendo intimidado pelo medo.

É importante ressaltar que a liberdade de expressão é um direito fundamental e pilar da democracia, garantindo que cidadãos manifestem opiniões, ideias e críticas sem censura prévia. No Brasil, é protegida pela Constituição de 1988, mas não é absoluta: encontra limites no respeito a outros direitos fundamentais, como a vida, a honra e o estado democrático de direito.

Parece que tem gente nas instituições de poder do município, acreditando “que basta dar uma peia” que está silenciado o problema. O que o atual prefeito precisa entender é que o trabalho que faz no município é obrigação dele, não é nenhuma dádiva, são recursos públicos. O dinheiro que faz o poço, melhora a cobertura asfáltica não é dele, é da população, é dinheiro público por isso deve ser fiscalizado pelos vereadores, mas não é.

Pela Cultura da Paz em Tailândia

A cidade de Tailândia já foi considerada o município mais violento do Estado do Pará, na década de 80-90, era centro da grilagem, destruição ilegal da floresta e conflitos pela terra de forma generalizada, mas será que este tempo acabou? Essa nota vai ao sentido de fazer essa reflexão e dar um basta a todas as formas de violência, seja a violência contra as mulheres, idosos, crianças e adolescentes, contra os animais, o trânsito e a violência política, temas bem mais importantes à população que a violência, ameaças e práticas de intimidação, assédio e medo.