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A morte, neste sábado (20/12) aos 85 anos, do cantor Lindomar Castilho, o “Rei do Bolero”, reacendeu um assassinato brutal que aconteceu em 1981, quando o artista invadiu o show da ex-esposa e a matou a tiros e a violência contras às mulheres no Brasil.
Lindomar Castilho foi casado com Eliane de Grammont, uma jovem e talentosa cantora, entre 1979 e 1981. Os dois se conheceram na gravadora RCA, e tiveram uma filha. Com o tempo a possessão e o ciúme já eram perceptível por todos, e om o machismo, o lema “briga de marido e mulher ninguém põe a colher”, a tendência era piorar. O que se agravou ainda mais pelo alcoolismo. O casal passou a viver uma vida conturbada e ela chegou a pedir o desquite após agressões físicas.

Quando os dois já haviam se separado, e Lindomar Castilho no topo do sucesso, no dia 30 de março de 1981, Ele invadiu o bar Belle Époque, em São Paulo, onde a esposa se apresentava, e deu cinco tiros enquanto ela estava ainda no palco, crime que abalou a classe artística pela violência, num tempo em que Lei Maria da Penha e Feminicídio taxariam a mais consciente das mulheres de “louca”. Lindomar pegou 12 anos, Eliane de Grammont morreu a caminho do hospital, aos 26 anos.
Sucesso
O artista morreu aos 85 anos após um quadro infeccioso nos pulmões; ele também convivia com demência e o abandono dos amigos e do sucesso.
